GOVERNO VAI USAR CENTRO DE INTELIGÊNCIA PARA CONTER GREVES E PARALISAÇÕES

11 JUN 2018
11 de Junho de 2018

 A paralisação dos caminhoneiros deixou importantes lições para o governo federal que não vão ficar apenas no papel. A mobilização dos transportadores mostrou ao Comitê Gerenciador da Crise que é preciso acelerar o ritmo de construção dos centros de inteligência regionais integrados ao centro nacional, em Brasília. Essa estrutura servirá não apenas para combater o crime organizado, como também para monitorar manifestações e ameaças de paralisação de outras categorias. A medida será colocada em prática até o fim do ano. O Palácio do Planalto pretende evitar um novo desgaste, que venha comprometer a governabilidade até o fim do mandato do presidente Michel Temer. Segundo pequisa do Datafolha, realizada depois da manifestação dos caminhoneiros, a reprovação do governo atingiu 82% — a maior rejeição desde a redemocratização.
O monitoramento de possíveis paralisações visa possibilitar que governos estaduais e federal se antecipem e tenham melhores condições de diálogo. O Planalto não acredita que alguma outra categoria tenha condições de parar o Brasil como fizeram os caminhoneiros. Mas reconhece que é melhor prevenir do que remediar, admitiu um interlocutor do governo. O Governo quer evitar que uma greve atinja intensidade maior e ecoe entre a população. O objetivo é evitar que o movimento de uma categoria bloqueie acessos estratégicos, abastecimento e interfira em direitos constitucionais. Outra medida que será colocada em prática é uma integração digital e de conceitos de gestão entre governos federal e estaduais. O objetivo é aprender a lidar com os protestos na era do chamado “sindicalismo de redes”. 

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