SINDIPETRO-SP AFIRMA QUE EXPLOSÃO NA REPLAN FOI CAUSADA POR FALHA MECÂNICA

29 AGO 2018
29 de Agosto de 2018

A comissão que investiga o incêndio ocorrido na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, no último dia 20, trabalha com a hipótese de falha mecânica como causa do acidente. De acordo com o Sindipetro-SP, Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, o equipamento que mede a pressão do tanque de águas ácidas estava com problema de leitura e, por isso, não foi capaz de demonstrar a pressão excessiva da unidade no momento da explosão. Por sua vez, a Petrobras, proprietária da refinaria, ainda não se pronunciou. Gustavo Marsaioli, diretor do Sindipetro-SP, afirmou que a constatação de que houve falha mecânica não afasta o erro humano também, porque as unidades produtivas afetadas pela explosão haviam acabado de passar por uma inspeção, durante um período de parada programada para manutenção, e, em tese, estariam prontas para operar por vários anos. "A comissão de investigação não foi concluída. Mas já se sabe que houve falha em equipamentos. Agora, a comissão analisa por que ocorreram essas falhas", frisou Gustavo Marsaioli. O incêndio na Replan começou com a explosão de um tanque que faz parte da unidade de tratamento de água ácida. O fogo, então, se espalhou por outras duas unidades - de craqueamento catalítico e destilação atmosférica. O incêndio atingiu também parte da tubulação principal, que interliga diferentes unidades da refinaria.

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