A comédia está órfã

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No Brasil, ninguém fez humor como Paulo Gustavo, que morreu ontem (4), aos 42 anos, vítima da covid-19. O ator conquistou o público brasileiro com seus textos e personagens populares, capazes de divertir —e despertar identificação em— gente de todo tipo, classe social e ideologia.

Com piadas aceleradas e espontâneas, um humor muito físico e frases que todo brasileiro já ouviu no dia a dia, ele brilhou no papel de mulheres cômicas e fez até os surtos de mãe serem pop: todo o mundo ama Dona Herminia!

Mas a alegria chegou ao fim. Internado desde 13 de março, Paulo Gustavo morreu ontem, dia 04 de maio, em decorrência da covid-19, aos 42 anos.

Paulo Gustavo é um caso raro de sucesso em todas as mídias e é dele o recorde de filme que mais faturou em bilheterias na história do cinema nacional. “Minha Mãe É uma Peça 3” levou mais de 11,5 milhões de espectadores às salas do país e rendeu mais de R$ 180 milhões. O número total da trilogia é ainda mais impressionante: a franquia vendeu mais de 25 milhões de ingressos e estava prestes a virar série de TV.

Se Dona Herminia representa a mãe brasileira, parece seguro dizer que a comédia nacional ficou órfã sem Paulo Gustavo.

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